As estrias são um incômodo para muitas mulheres. Surgem geralmente na adolescência durante o estirão de crescimento, nos glúteos, coxas e até nas costas. Como o crescimento é intenso nesta época da vida, há uma rápida distensão da pele, que leva à ruptura de fibras elásticas e de colágeno, formando as estrias. Em analogia, o mesmo processo pode acontecer se houver ganho de peso excessivo, após a colocação de prótese de silicone nas mamas e na gravidez. Excepcionalmente, as estrias são desencadeadas por uso crônico de cremes a base de corticoide e substâncias anabolizantes.
Inicialmente as estrias são avermelhadas e violáceas, que são as estrias recentes. Nesta fase, a resposta aos tratamentos e a chance de melhora são maiores. Com o passar dos meses, vão se tornando brancas, portanto antigas e mais difíceis de tratar.
Há inúmeras opções de tratamentos para as estrias, porém não há método com 100% de eficácia e a resposta varia de pessoa para pessoa. Desconfie de resultados milagrosos!
A opção mais simples são cremes com ácido retinóico, que podem ser utilizados em casa diariamente, porém os resultados são discretos. Outra opção, que deve ser realizada em consultório médico, são os peelings de ácido retinóico, numa concentração bem maior do que os cremes. Após a aplicação a pele fica avermelhada e pode descamar, e são necessárias de 4 a 8 sessões.
Os lasers são outra opção, a princípio com melhores resultados. Eles fazem microlesões que estimulam a pele a produzir mais colágeno, o que reduz a profundidade e largura das estrias. São necessárias de 3 a 5 sessões. A pele fica avermelhada e um pouco inchada por 2 dias e o cuidado com o sol é imprescindível. Em geral, é feita uma área teste para observarmos a resposta da pele com o laser antes de tratarmos toda a área.

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